Quarta-feira, 06.07.11

Nobody's Perfet

- Mas diz-me uma coisa Lizza, achas que ela esta a seguir os maus caminhos que o irmão dela está a bastante tempo?  - pois quando a conversa muda de rumo, e vai para os seus caminhos o menino já se mete mais sério.

- Esperemos bem que não. Mas já pensaste bem como é que se deve estar a sentir a Ellionor Adams? Como é que será difícil para ela criar duas pessoas tão…

- Diferentes, estranhas…. Dela mesma?

- Exacto ! Mas caros espectadores não saiam dai que após o intervalo temos connosco a fabulosa Ellionor Adams, que pode ser que nos esclareça a atitude da sua filha. – finalmente o molengão decidiu desligar a televisão.

- O que é que se passa contigo Jé?

 

Nobody's Perfet

Capitulo 2: Reviver o passado

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- Nada. Sabes que mais eu vou para o quarto.

- Tu não sais daqui, enquanto não me disseres se o que essas pielas estavam a dizer é mesmo verdade.

- Kevin, pensa comigo… Elas disseram que eu andava a seguir o teu caminho das drogas, mas tu por acaso estas nesses caminhos ?

- Não.

- Exacto. Tens a resposta para a tua pergunta. – levantei-me com o objectivo de ir para o meu quarto.

- Isso quer dizer que tu não andas nas drogas, certo?

- Tipo, tu és mesmo burro ou fazes isso só para me irritar?

- Fica ao teu critério. Vou sair. – passou por mim, deu-me um beijo leve na testa e foi em direcção á porta principal.

- E vais sair de tronco nu?

- Que queres que faça ? Elas gostam de mim com pouco roupa. – riu-se.

- És mesmo convencido. Vê lá que ainda és a próxima “noticia de ultima hora”- tentei imitar a voz esganiçada da mulher que apresentara o programa há pouco tempo, o que fez com que começássemos a rir feitos parvos. – Do programa da Ellionor Adams. Em letras bem gordas em todas as revistas de moda “Filho de Ellionor Adams anda em tronco nu pelas ruas do Algarve”.

- Queres um conselho maninha ? Contrata um psicólogo. Fui.

- Parvo !

 

***

 

Já não sabia o que fazer mais para me conseguir entreter. Não podia sair de casa porque tinha o portão rodeado de fotógrafos de todos os cantos do mundo. Pergunto-me porque raio é que a minha mãe tinha que ser tão famosa, e porque é que eu não podia viver com os meus avós em Ontário, lá seria tudo mais fácil. Levantei-me e dirigi-me para a parte inferior da casa, ultimo piso, onde tinha uma pequena sala de snooker e ao lado um pequeno local onde daria daqui a poucos dias um ginásio. Uma das paredes era completamente ocupada por um espelho que reflectia qualquer movimento, em qualquer canto daquele pequeno quarto. Liguei a aparelhagem que se encontrava lá, e comecei a ouvir a ouvir uma musica que já não ouvia há bastante tempo. Era o CD da minha avó, era o CD que ela utilizava quando me ensinava a aperfeiçoar o meu Attitude Turn Derriere, algo que na altura me fazia bastante confusão.

Sem reparar nos acontecimentos dei por mim a dançar os mais belos passos de ballet que a minha avó me ensinara, ela era das melhores professoras da época, sempre foi um orgulho ser neta e aluna dela, o que fazia de mim ser a melhor aluna, não podia ser só excelente, tinha que ser mais que excelente, não me podia dar ao luxo do mais pequeno deslize.

Desde cedo tive uma paixão grandiosa pela dança, cada movimento é um sentimento libertado. Muitas pessoas dizem que a dança é algo que não é suficientemente exigente, mas estão bastante enganadas.

Ao fazer a pirueta, desequilibrei-me e cai. Sempre me enganei nesta parte, sempre me fui abaixo.

Lembro-me bastante bem que nos meus 8 anos fizera o mesmo erro no espectáculo mais importante que alguma vez participei na minha vida. Vi o olhar de desilusão da minha mãe, lembro-me das palavras que o meu pai proferira, mesmo estando na 3 fila consegui ler-lhe nos seus lábios que se dirigiram para a minha mãe “Que perca de tempo, ela não presta”. Paralisei nesse momento, e conseguia ouvir a sua voz a proferir isso bastante alto na minha cabeça como se aquele espaço estivesse completamente vazio, não tinha controlo sobre as minhas lágrimas. Tiraram-me do palco. Eu era uma desilusão.

Levantei-me e com certas lágrimas nos olhos por me ter recordado daquele momento tive raiva da minha pessoa. Uma forte raiva dominou o meu corpo, algo completamente inexplicável. Berrei, berrei, berrei bem alto.

Vi a figura de Lurdes ser reflectida no espelho, sabia que ela me iria perguntar se estava bem, pergunta tão irónica…

 

- Traz-me as coisas do ballet que estão guardadas num dos armários da garagem.

 

Não me contrariou, nem uma palavra proferiu. Limitou-se a sair aparecendo com uma enorme caixa nos minutos seguintes.

 

- Obrigada, e Lurdes por favor não me procure mais hoje…

 

Vi nos seus olhos que queria contrariar-me mas não se deu a esse trabalho que seria em vão. Saiu deixando-me sozinha com o meu reflexo e com o meu passado ao lado. Calcei as minhas pontas que me eram já pequenas, mas mesmo assim calcei-as. Eram-me bastante pequenas, liguei a música e comecei a fazer piruetas atrás de piruetas. Senti-a os meus pés num caco após 30 minutos seguidos por apenas piruetas. Cai varias vezes, mas levantei-me. Conseguia ver a minha volta o olhar da minha avó, a sorrir para mim com sinal de força que eu iria conseguir fazer 3 piruetas seguidas sem um único deslize, ela sabia que eu era capaz, ela sempre me dissera que sabia. Mas a verdade é que eu não conseguia, por muito que tentasse, por muito que me esforçasse eu não conseguia.

Estava completamente exausta, eu sabia que era neste momento que eu iria conseguir dar a minha terceira pirueta, mas nesse preciso momento o seu olhar apareceu no reflexo desaparecendo rapidamente. Desequilibrei-me e cai novamente. Não aguentei e deixei lágrimas lavarem-me a cara. “Porque é que eu tinha que ter visto o que ele estava a fazer? Porquê eu? Porquê?”, foram com estes pensamentos, com lágrimas indomáveis que acabei por adormecer naquele chão gelado.

 

***

 

- Quem és?

- Olá. – a sua voz era macia…

- Quem és?

- Sabes que não podias estar naquele local…

- Porque é que me estas a fazer isto?

- Danças bem…

- Porque é que não me respondes ás minhas perguntas?

- Tem cuidado… - olhou-me daquela maneira, arrepiei-me. Virou as costas e foi em direcção desconhecida.

- Quem és tu ??? – berrei-lhe, na esperança de ouvir alguma resposta, mas nada, ele continuava a seguir um caminho vazio.

 

***

- Jé acorda ! Sou eu! O Kevin ! – senti-me a abanar, abri os olhos, tinha sido um sonho.

- Kevin. – abracei-o.

- Tem calma… Vai tudo ficar bem… Vai tudo ficar bem…  - a sua mão acariciava os meus cabelos da maneira mais perfeita.

 

Era isso que eu admirava no meu irmão, não me fazia perguntas que sabia que eu não queria responder nos momentos errados. Sabia perfeitamente que iria ser confrontada sobre este acontecimento mais tarde, mas não naquele momento.

 

- Jé, que se passa?

 

Vi-me obrigada a tirar a cabeça do seu ombro, ele era meu irmão, os seus olhos mostravam preocupação, mas eu não sabia o que lhe responder, eu não sabia o que se estava a passar comigo. Se lhe dissesse que andava a ter alucinações com um rapaz que tinha visto na noite anterior a… Eu não consigo, simplesmente não consigo.

 

- É complicado… - tinha a voz fraca, mas só consegui dizer-lhe aquilo.

- Podes agora, simplesmente me explicar porque é que te estas a tornar masoquista? – disse olhando para os meus pés. Tinha uma boa parte das pontas pintadas dum vermelho escuro.  – Porquê Jennifer, porquê tudo isto agora?

- Lembras-te do espectáculo que participei quando tinha 8 anos e o arruinei? – negou com a cabeça – Aquele  em que o pai disse “Que perca de tempo, ela não presta”, depois de me ter desequilibrado no meio de duas piruetas…

- Não Jé, não me lembro. Lembro-me do espectáculo que participas-te quando tinhas 8 anos, dançavas como uma bailarina profissional, toda a gente não conseguia tirar os olhos dos teus movimentos, eras a mais nova delas todas e a primeira rapariga tão nova a participar num espectáculo tão importante… E o pai não disse isso.

- Não mintas me mintas Kevin, eu sei que ele disse. Consegui ver a desilusão, a vergonha que ele sentia naquele momento.

- Tu precisas de tirar isso dos pés, faz-te mal.

 

Ele tinha razão, não valia a pena pensar mais nisso, sabia que eu para o meu pai – desde  aquele dia – tinham-me tornado numa autentica desilusão ambulante e não havia mais nada para falar sobre isso. Já estava feito.

Vi o meu irmão a afastar-me por completo do seu corpo e a pegar delicadamente nos meus pés, desenrolou as duas fitas que me subiam pelo pé e com o maior cuidado começou a tirar-me lentamente o sapatinho. Em segundos uma dor horripilante me devorou o corpo. Sentia a minha pele dos dedos  a ser-me cortada  lentamente, não me contive e comecei a gritar como se me tivessem a cortar qualquer parte do corpo, ele por sua vez so me dizia que já estava quase…

 

***

 

- Ficas bem?

- Fico, podes ir.

- Mas se precisares de alguma coisa liga-me que eu venho logo.

- Kevin não te preocupes que eu não vou precisar de nada, e qualquer das maneiras sempre tenho a Lurdes. Vai e aproveita estes últimos dois dias que não tarda vamos para casa dos avós.

- Adoro-te feia.

- Eu também gordo.  – deu-me um beijo de leve na testa e foi em direcção há porta do meu quarto. – Kevin ?  Obrigada.

- Não tens nada para agradecer.

 

E assim desapareceu pela porta do meu quarto deixando-me completamente sozinha.

 

E mais um capitulo, viva eu --' 

Bem, nao fasso a menor ideia de quando virá o proximo. 

Só tive 8 comentários no outro cap... 

Bem, enfiim, rezem que o proximo capitulo chegue ainda este mes.

I Feel :: --'
Music :: Dianna Sousa - Meras Palavras
Quarta-feira, 29.06.11

Nobody's Perfet

Nobody's Perfet

Capitulo 1: Noite.

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Vagueava pela areia húmida sentindo a água a embater contra os meus pés. A brisa do verão dançava com os meus cabelos loiros…

O meu relógio do telemóvel marcava as 4:47, sabia que tinha que voltar a casa, mas não queria estar naquele ambiente e também a única pessoa que daria pela minha falta era a Lurdes a minha empregada que mesmo sem saber exercia o papel de mãe, e o meu irmão de sangue.

 

[…]

 

Os raios de sol começavam a penetrar pelo meu quarto, e eu ainda sem pregar olho. Tinha como música de fundo as vibrações das ondas do mar que deveria ter o efeito de sonolência, mas naquele dia, nada me fazia adormecer, e sabia que por muito esforço que fizesse não iria conseguir adormecer, tinha as imagens demasiado vivas na minha cabeça e não as queria visualizar nos meus sonhos, não sabia quem era ele, mas a maneira como me olhou…

Não aguentei estar mais deitada, por isso decidi levantar-me e dirigi-me até a minha varanda. Quando abri a porta uma brisa que fez dançar os meus cabelos, trouxe-me o cheiro a mar. Fechei os olhos sentindo os primeiros raios de sol a saudarem a minha cara. Sentei-me num puff que se encontrava lá, ficando a olhar para o azul do céu que dava sinais de um dia quente e perfeito para a estação em que estávamos.

 

- Bom dia menina. – proferiu a Lurdes com uma voz incrédula do que estava  a ver.

- Bom dia Lurdes… Precisas de ajuda?

- Não, não obrigada… Eu é que estava a passar e vi que a sua porta estava aberta e como não estava a dormir estranhei…

- Não tinha mais sono … Mas sente-se.

- A menina ontem chegou muito tarde, não é verdade?

- Um bocado… Mas como é que sabes?

- É que eu ainda fiquei há sua espera, mas como já passavam das 2 da manha decidi deitar-me…

- Oh Lurdes não era preciso ficares acordada por mim … Sabes perfeitamente que eu não gosto nada quando tu ficas á minha espera e depois no dia seguinte acordas com as galinhas…

- Mas a menina sabe perfeitamente que eu gosto de saber se esta bem.

- Pronto não interessa. Vamos fazer o pequeno-almoço que sabe perfeitamente que o meu irmão de manha é capaz de comer uma vaca e ainda pedir um vitelinho – ambas nos rimos do que eu acabara de dizer.

- Mas a menina não precisa de me ajudar. Eu sou paga para alguma coisa…

- Sabes que eu sou teimosa, certo? E não venhas desculpas … Vamos as duas fazer o pequeno almoço para toda a gente e acabou.

- Mas menina, só o seu irmão e a menina é que vão comer…

- Porquê? Os meus pais? – perguntei automaticamente, mesmo sabendo a resposta que iria ter.

- Os seus pais partiram ontem há noite… Foram para a Bélgica.

- Uau que espanto…

- Menina não fique assim, sabe que eu não aguento vê-la triste.

- Eu não estou triste, já estou habituada a que eles me desiludam, são já 16 anos a ter as mesmas desilusões por isso já não me afectam.

- Sabe que os seus pais a amam muito, tanto a si como ao seu irmão…

- Podiam era começar a demonstra-lo… Mas mudando de assunto, já lhe disse que não gosto que me trate por “você” faz-me parecer mais velha -.-.

- Peço desculpa…

- Quero que me trate por tu… Afinal já nos conhecemos há 14 anos…

- Ok, eu prometo que vou tentar modificar a maneira como a … te trato…

- Espero bem que sim … Mas vamos mas é lá para baixo.

 

Como sempre ela não me deixou mexer um único dedo na cozinha por isso fui para a sala ligando a TV. Eram apenas 7:35 e não havia nenhum programa que despertasse algum interesse, por isso, avisei a Lurdes que iria subir para tomar um banho e que provavelmente iria demorar. Depois de um demorado banho, sequei-me e vesti um bikini que tinha recebido dos meus tios que viviam em N.Y. que eram em tons de verdes a combinar com os meus olhos, vesti ainda uns calções de ganga com uma t-shirt verde aberta nas costas. Desci as escadas dos três pisos até chegar a garagem onde me dirigi para o “quartinho das sapatilhas” onde só tinha sapatilhas de todos os feitios, gostos, cores, marcas e tamanhos. Acabei por escolher umas Vans verdes. Subi novamente para o meu quarto e peguei numa bolça onde meti o que iria precisar, o meu iphone, o iPod verde, a minha carteira [que era raro a usar], um maço de tabaco e um isqueiro. Fui de novo há casa de banho onde decidi prender duas mechas do meu cabelo com uma pequena mola. Estava perfeita, fisicamente, sorri para mim com uma tentativa de me animar a mim mesma, mas não tive sucesso nenhum. Olhando-me no espelho, as imagens que se tinham gravado na minha mente da noite te ontem manifestaram-se, principalmente a maneira como ele me olhou… Desci as escadas meia a correr e fui até há cozinha.

 

- Lurdes vou sair…

- Mas a menina ainda nem tomou o pequeno almoço.

- Eu tomo alguma coisa no café do Raul… Agora tenho que sair, e também não tenho muita fome… Mas não te preocupes que quando eu tiver fome eu como alguma coisa.

- Sabe que eu não gosto nada que a menina saia de casa sem tomar o pequeno almoço.

- E tu também sabes que eu não gosto que me trates por “você”, enquanto isso não mudar eu também não irei mudar.

- Mas a sua mãe não me permite trata-la por “tu”

- Pois mas a minha mãe não esta aqui…

- Mas por favor fique a tomar o pequeno almoço para eu me sentir descansada…

- Ta bem …

- O que é que quer que lhe prepare?

- O habitual.

- Duas torradas de pão integral com um sumo de fruta fresca?

- Sim….

 

Não conseguia dizer não á Lurdes, ela era um amor de pessoa e sabia perfeitamente que se não tomasse o pequeno-almoço ela ficaria em pânico comigo com medo que eu voltasse a desmaiar.

Ela ligou a televisão no canal de noticias de moda que a minha mãe de certeza que estaria a ver, onde quer que ela esteja.

- Noticia de última hora – a voz da mulher chamou-me a atenção, lá começam as desgraças, e logo pela manhã esta gente não tem mais nada para fazer “não te esqueças que tá num canal de moda” retorquiu o meu pensamento. – Aparentemente a menina certinha dos Adams começou a consumir drogas? Foi exactamente isso que ouviu, a Jennifer Adams, filha de Ellionor Adams e de Matt Adams, anda a ficar parecida com o seu irmão mais velho Kevin Adams, foi vista esta madrugada com um ar lastimoso a caminhar … - desliguei a televisão.

- Que nervos. – sai da cozinha peguei na minha bolça e quando ia a sair a Lurdes informou-me que a minha mãe estava ao telefone e que queria urgentemente falar comigo, pois o que será -.-

 

Hesitei em falar com ela, porque de certeza que me iria fazer um milhão de perguntas do porquê de eu ser a “notícia de última hora” provavelmente da maior parte dos canais de moda, revistas, jornais, sites da internet, tudo! Mas só pelo olhar da Lurdes cedi…

 

- Sim mãe?

- Jennifer Wiliam Adams, posso saber o porquê de a menina ser a capa da minha revista de moda, e ser falada no meu canal de moda? – até parece que aquilo era mesmo dela…

- Mãe não se preocupe que isso não é nada.

- Não é nada? – gritou-me – A menina esta com um ar lamentável em todas as revistas de moda, e você diz-me que não é nada? Eu não lhe dei essa educação !

- Não me diga, chegou a essa conclusão sozinha? – murmurei.

- Disse alguma coisa?

- Não mãe, nada.

- Espero bem que seja a ultima vez que eu acordo e vejo-a por todos os lados, ouviu bem?

- Sim mãe!

- Espero bem que cumpra a sua palavra… Agora vou ter que desligar que tenho que fazer companhia ao seu pai num cocktail.

- Bom proveito. – terminei a chamada antes que ela se lembrasse de outro motivo para me dar na cabeça.

 

Já tinha perdido a vontade toda de sair, dirigi-me até a sala onde me estendi no sofá de meio metro vindo de nem sei bem ao certo, se a minha mãe me visse diria que parecia um homem da “classe baixa” acabado de chegar da tasca que esta a espera que a sua mulher lhe traga o jantar, mas logicamente que utilizaria outro tipo de linguagem.

- Cais-te da cama foi? – disse-me dando-me uma pequena estalada, sem força, na cara.

- Olha que piada que tu tens Kevin.

- Eu sei que sim. Mas que é que tens?

- Nada. Não me chateies !

- Tass bem, resmungona.

- Resmungona é quem te fez o c*.

- Olha lá, acalma lá os cavalinhos que eu não sou uma das tuas amiguinhas que levam com tudo o que te lembras de dizer! E não te esqueças que quem me fez a mim o c* fez-te a ti também.

- Olha vai… - calei-me no momento em que Lurdes tinha entrado na sala que logo me mandou um olhar calmante. – Parvo  - murmurei-lhe

- O menino Kevin quer que lhe traga aqui o pequeno-almoço?

- Não é preciso, eu já vou sair.

- Com certeza, com licença.

 

Sentou-se aos meus pés. “Com tanto espaço neste sofá ou noutros que haviam neste salão ele tinha que se sentar mesmo a minha beira” pensei. Levantou-se e pegou no comando da televisão ligando-a.

 

- Não eras tu que já ias sair ?

- Tem calma…

- E o que é que achas daquelas imagens da Jennifer Adams? Já viste bem como é que ela estava vestida ? – ouvi uma mulher a comentar, esta gente não tem mais que fazer do que comentar a vida dos outros? Senti o olhar do meu irmão preso em mim.

- Aqueles calções que estavam rasgados, com aquele casaco que parece que é o triplo dela e ainda por cima com sapatos de salto alto? – Riram-se ambas as mulheres que se encontravam a apresentar algum programa. -  E já reparas-te nesta foto onde ela esta  com a cara toda borratada pelo rímel? Será que ela …

- Importas-te de mudar ?! – gritei-lhe, mas foi sem intenção, simplesmente saiu-me. Mas a estupidez do meu irmão não acabava, ria-se feito parvo das fotos que iam aparecendo da noite anterior.

- Mas diz-me uma coisa Lizza, achas que ela esta a seguir os maus caminhos que o irmão dela está a bastante tempo?  - pois quando a conversa muda de rumo, e vai para os seus caminhos o menino já se mete mais sério.

- Esperemos bem que não. Mas já pensaste bem como é que se deve estar a sentir a Ellionor Adams? Como é que será difícil para ela criar duas pessoas tão…

- Diferentes, estranhas…. Dela mesma?

- Exacto ! Mas caros espectadores não saiam dai que após o intervalo temos connosco a fabulosa Ellionor Adams, que pode ser que nos esclareça a atitude da sua filha. – finalmente o molengão decidiu desligar a televisão.

- O que é que se passa contigo Jé?

 

Bem têm aqui o 1º Capitulo da nova fic, espero que tenham gostado.

Não estava previsto "sair" tão cedo, mas no dia 1 de Julho nao consigo postar.

Aviso-vos desde já que nao sei se voltarei a postar esta semana. Mas vou tentar.

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Music :: Rihanna "Cry"

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